Artista Pedro Barateiro desconstrói pensamento numa exposição em Almada

22/09/2020

‘Pedro Barateiro: O meu corpo, este papel, este fogo’

, é o título desta mostra comissariada por Elfi Turpin e Filipa Oliveira, primeira individual que o artista apresenta na cidade onde nasceu, onde ficará patente até 31 de janeiro de 2020.

A mostra tem como ponto de partida a obra ‘My body, this paper, this fire’ (‘O meu corpo, este papel, este fogo’), de 2020, vídeo produzido a partir do texto e performance com o mesmo nome, e que exibe imagens da manifestação contra o aumento das propinas de 24 de novembro 1994.

O filme parte deste evento “para pensar em formas de entretenimento que se estabeleceram nos anos 1990 como os festivais de Verão; mas também formas de controlo, como drogas legais que tratam ansiedade e depressão, sintomas de uma crescente abstração de uma população exposta ao neoliberalismo mais selvagem”, segundo a descrição da produção.

A obra será apresentada na exposição de forma particular, estando dentro da Casa da Cerca, mas fora do espaço expositivo, e ainda em várias plataformas digitais.

A exposição apresenta uma nova escultura, que vem no seguimento de uma série que Pedro Barateiro tem vindo a desenvolver desde 2010, em que os elementos principais são uma mesa metal e um conjunto de lápis.

Também será exibido um conjunto de desenhos inéditos, parte de uma prática constante na obra de Pedro Barateiro, mas que o artista, nascido em Almada, em 1979, não mostra com frequência.

A exposição inclui ainda a peça ‘Pensar em Voz Alta’ (2006) que inaugura um corpo de trabalho desenvolvido a partir do desenho, do texto e do registo da imagem em vídeo, “para criar uma narrativa não linear sobre a condição e a prática artística e o resto das ações humanas”.

Na exposição são apresentados um conjunto de elementos escultóricos da obra ‘A Viagem Invertida'(2019) e novas esculturas que continuam uma reflexão sobre a exploração e o extrativismo material – os minérios – e imaterial – ‘data mining’.

O trabalho de Pedro Barateiro desenvolve-se através de um processo de criação e apropriação de imagens, materiais e referências, de forma a criar uma outra linguagem, e a sua obra tem como ponto de partida o exercício do desenho e da escrita, e aquilo que acontece no embate de ambos.

“É necessário pensar e apresentar formas de descolonizar e desprogramar a nossa imaginação, para que se possam gerar alternativas e novos circuitos de criação”, segundo o texto da produção.

Veja mais em ::::> Notícias ao Minuto

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