Bloco de Esquerda abstêm-se em orçamento retificativo de emergência em Almada «Não houve por parte do executivo vontade de encontrar um consenso mais alargado»

ROSTOS 22.07.2020
Foi hoje discutido, em reunião extraordinária de Câmara Municipal de Almada, o Orçamento Retificativo que contém as alterações necessárias para financiar as respostas de emergência à crise da pandemia de COVID-19 no concelho.
Na sua declaração de voto, a vereadora Joana Mortágua explicou a abstenção do Bloco de Esquerda, afirmando que “neste momento, a responsabilidade do município é o de responder à emergência social e a nossa é não obstaculizar o financiamento dessa resposta”. A eleita bloquista frisou ainda que “virá o tempo de discutir políticas de resposta à crise, onde teremos certamente muitas divergências sobre prioridades orçamentais. O Bloco de Esquerda quer um orçamento robusto em 2021, com políticas sociais e económicas claras de resposta à crise que se vai agravar”.

O Bloco de Esquerda criticou ainda o facto de o Orçamento Retificativo ter sido distribuído apenas dois dias antes da sua votação, sem participação nem negociação. O que revela que não houve por parte do executivo vontade de encontrar um consenso mais alargado. O Orçamento Retificativo será certamente insuficiente para responder às necessidades estruturais do município e não altera as linhas de fundo que justificaram a oposição do Bloco de Esquerda desde o início do mandato à governação PS/PSD.

No entanto, em nome da saúde e da segurança das e dos almadenses, o momento de crise pandémica exige solidariedade institucional na resposta de emergência. O Orçamento Retificativo permite encaixar a despesa extraordinária e não prevista para o combate à pandemia, e essa é a razão da abstenção do Bloco de Esquerda.

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