20 de Junho 2020 André Filipe Oliveira
Presidente da Câmara de Almada não vai hesitar em cancelar espetáculos na 37.ª edição para fazer frente à pandemia.
A 37.ª edição do Festival de Almada vai acontecer entre 3 a 26 de julho, em várias salas de espetáculos do município. Vão estar em cena 14 produções de teatro nacionais e mais três internacionais (duas espanholas e uma italiana).
“Organizámos este festival com perseverança. Fizemos a programação entre abril e maio, mas teve de ser refeita várias vezes. A confirmação da presença do público não nos deixou desistir”, salientou Rodrigo Francisco, diretor do evento.
Devido às normas impostas pela Direção-Geral da Saúde, as salas de espetáculos vão estar com a lotação reduzida a metade. “Vão haver menos peças, mas mais sessões de cada peça. Conversámos com as companhias no sentido de ter mais sessões e houve coesão”, reforçou o responsável, revelando-se expectante com a adesão do público. “Espero que possamos atingir 10 mil espectadores.” Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, acredita que a concretização do festival é um momento de afirmação cultural. “Com a abertura dos teatros, a realização do festival fazia sentido. Vai ser feito com todas as regras de segurança. É difícil organizar um festival sempre com incerteza, mas sabemos que se houver alguma coisa temos de fechar”.
O aumento do número de casos de Covid-19 em Almada não é um motivo de preocupação para a autarca. “Almada tem acompanhado a subida como em toda a Área Metropolitana de Lisboa, mas sem grandes picos. Não tivemos um surto grande”.
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