Costa da Caparica e Cova do Vapor: o mar vai vencer a guerra e a catástrofe está iminente

25 JAN 2020

O eixo entre a Cova do Vapor e a Fonte da Telha será o mais fustigado pelas alterações climáticas. Estudos apontam para a subida do mar de dois metros em 70 anos. Considerando as tempestades e as flutuações de marés, uma catástrofe na zona anuncia-se. E já há realojamentos anunciados.

cenário traçado pelo Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa (PMAAC-AML) concluiu que Almada será o primeiro concelho a ser fustigado na sequência das alterações climáticas e que sofrerá graves prejuízos. Segundo o plano metropolitano, além da subida da água, estão previstos eventos extremos, como tempestades e ventos fortes, efeitos que deverão ter um forte impacte em infraestruturas e na segurança das pessoas e bens. E fevereiro, mês em que historicamente ocorrem mais tempestades, está quase aí.

Os galgamentos e inundações nesta extensa zona costeira, com 16 quilómetros de litoral oceânico e 28 quilómetros de litoral no estuário do Tejo, são apontados como a ameaça principal, que exige respostas imediatas e a sensibilização das comunidades para a possibilidade de terem de recuar. Querendo isto dizer que a ocupação humana daquela zona de costa, em construções e infraestruturas, tem de passar para uma área mais interior. Os casos mais críticos são o bairro do Segundo Torrão, a Cova do Vapor – povoado que deverá ficar totalmente submerso – e, mais a sul, a Fonte da Telha. Os parques de campismo também terão de ser deslocalizados.

Há zonas já altamente erodidas, mas que estão habitadas. No plano da AML foram identificadas várias áreas que vão sofrer mais intensamente o impacto das alterações climáticas, com a subida de dois metros do nível de água nos próximos 70 anos

Veja Mais em ::::> Diário de Notícias

Deixe um comentário

Site no WordPress.com.

EM CIMA ↑

Design a site like this with WordPress.com
Iniciar